Super Mulheres

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Boa tarde, pessoal!

Hoje, no Dia do Aviador, recebermos a “visita” da super mulher, piloto e empreendedora Aline Chelfo.
Vejam como é linda e inspiradora a história dessa mulher:

ALINE CHELFO – LUGAR DE MULHER É ONDE ELA QUISER!

Me chamo Aline Chelfo.

Nasci no RJ, tenho 35 anos e desde pequena sou apaixonada pela aviação.
Aos 10, ao voar pela primeira vez de avião, me lembro de ter chorado ao pisar dentro de um avião.
Ali nascia uma grande paixão!
Aos 17, incentivada pelo meu pai, prestei concurso para a Aeronáutica, em Guaratinguetá, interior de SP. Por ser a única menina de três irmãos, minha família ficou dividida. Ser militar era (e ainda é) uma profissão muito masculina e a minha turma seria uma das primeiras a aceitar mulher.

Escolhi me formar como Sargento especialista em Controle de Tráfego Aéreo, pois sabia que teria contato direto com aeronaves e poderia trabalhar dentro de aeroportos.

Em 2003 era extremamente atípico ouvir uma voz feminina na fonia (comunicação entre Pilotos e Controle de Voo), e senti que deveria entregar muito mais para que eu ganhasse o respeito dos meus colegas e chefia.
Algum tempo depois fui convidada a ingressar na equipe de Instrutores e, surpreendentemente, fui também convidada a ser a primeira Supervisora de Equipe da Torre de Controle do Aeroporto de Congonhas.

Ao voar com um aluno, me vi “picada” pelo “Aeros Aegypti”, e fui “infectada” de vez pela paixão por voar. Saí daquele helicóptero determinada a me formar piloto.

O custo elevado, no entanto, era um grande desafio.
Meu salário na época girava em torno de R$4.000 e o curso de Piloto custava em torno de R$100.000,00
Não sou filha de pais abastados, e, obviamente, contar a eles que eu pretendia fazer hora extra dando aula da Inglês para pagar o curso parecia uma ideia desvairada.
Porém, assim o fiz. Foram inúmeras horas, noites e folgas sacrificadas em prol do meu sonho.

No voo de check (onde nos submetemos a uma prova prática), eu sofri um acidente.
O checador que me acompanhava efetuou uma manobra desnecessária e nós caímos. A investigação apontou que ele não deveria sequer demonstrar qualquer manobra, e que essa demonstração dele foi a causa do acidente. A motivação para tal, segundo investigação, teria sido por eu ser mulher.

Após a queda, um silêncio ensurdecedor. Confesso que demorei alguns segundos para entender o que havia ocorrido.
Eu poderia ter parado. Poderia ter ido pra casa e desistido de tudo. Afinal, enfrentara tantas barreiras (psicológicas, financeiras e de gênero) pra estar ali, e, de repente, tudo (literalmente) havia desmoronado.
Mas eu não parei. Não desisti. Olhei pra trás e vi o tanto que já havia caminhado. Saí da sabatina de investigação e exames médicos determinada a continuar. .

Eu te garanto: eu renasci. Renasci mais forte, mais determinada e mais confiante.
Entendi ali que ser mulher nos torna um alvo. A “facilidade” não acontece. Ninguém contrata uma mulher que não se mostra mais forte, mais capacitada ou mais estudiosa que um homem.
O mercado da aviação (como vários outros) é ingrato com recém formadas.
Eu fiz todos os cursos teóricos que estavam a meu alcance para melhorar meu currículo e me tornar competitiva.

Poucos meses depois, recebi a notícia que procuravam por um(a) piloto com habilitações para fazer um voo de traslado, e eu me dediquei noite e dia para concluir o único curso que me faltava para me candidatar.

Consegui a tempo, e fiz esse e mais diversos traslados.
Eu não sabia, mas me tornara ali também a primeira piloto brasileira a efetuar tal feito.
Paralelamente, as minhas aulas de Inglês tomaram um grande volume e eu fundei a CFT School, escola de Inglês para Aviação, que se ramificou para 6 cidades no país.

Em 2013, me candidatei a uma vaga de Copiloto de Agusta (aeronave bimotora) em uma empresa de aviação executiva. Fui, também, a primeira mulher a voar lá.

Em 2018, meu pai recebeu a notícia que estava com câncer e isso me fez rever minhas prioridades. Voar como piloto na aviação executiva, a disposição dos patrões, me tirava dias ao lado dele. Perdi meu pai em fevereiro e ali decidi que eu manteria minha paixão, a aviação, mas desde que não abrisse mão de estar com a minha família.

Saí da empresa e me dediquei a CFT School.
A escola cresceu e me exigiu mais tempo. Fiz a migração para o EaD e somos líderes de mercado na América Latina.

Eu passei, então, a palestrar e dirigir a escola e voar somente em voos de traslados, que são os voos dos sonhos para qualquer piloto!
Hoje tenho em torno de 1.000 alunos e posso escolher aceitar ou não os voos de traslado que me ofertam. Visito minha família no RJ constantemente e me sinto realizada na profissão.

Juntamente a algumas amigas, fundamos o Aviadoras do Bem, para trabalhar em causas sociais e fomentar o empoderamento feminino.

Como conclusão, afirmo: somos do tamanho dos nossos sonhos… lugar de mulher é onde ela quiser!

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YOHANNA GEROTTI – MINHA SEGUNDA VIDA

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Boa tarde, pessoal!

Estou aqui com lágrimas nos olhos lendo o depoimento da nossa SUPER MULHER especial do Setembro Amarelo.

A história da Yohanna Gerotti II me tocou e emocionou profundamente e fiquei muito feliz por ela topar conversar hoje conosco!

Espero que o exemplo e o trabalho dela sirvam de inspiração para quem perdeu as esperanças e acha que a vida não vale a pena.

Yohanna, parabéns pela sua coragem, bondade e determinação. Você é um anjo e faz a diferença na vida de muitas pessoas!

Sem mais delongas, com vocês, a Yoh:

YOHANNA GEROTTI – MINHA SEGUNDA VIDA

Oii, meus amores!

Sou Yohanna Gerotti. Para quem não conhece minha história, posso, a princípio, dizer que, aos 15 anos, tomei uma atitude imprudente, quando tentei cometer suicídio. Isso é chocante, eu sei.

Nunca tive problemas psicológicos, nem tampouco me sentia infeliz com minha vida. No entanto, certa noite, eu estava excluindo algumas mensagens intimas que troquei com meu, até então, namorado, e minha mãe me ligou querendo falar com meu pai. Certamente, levei o celular até ele e entreguei. Neste momento, me afastei e lembrei que as mensagens estariam expostas no término da ligação.
Apesar de meus pais sempre serem tranquilos em relação a eu namorar, além de jamais invadirem minha privacidade, eu ainda não havia contado a eles sobre essa pessoa. Portanto, ao ver as mensagens, meu pai preocupou-se com quem as estava me enviando.

Eu, porém, extremamente envergonhada e em pânico, confundi sua preocupação, com decepção. E isso me deteriorou subitamente. A dor que me dominou ao pensar ter magoado a pessoa que amo mais que a mim mesma, me impediu de esclarecer tudo, levando-me ao sair em disparate, ir para o meu quarto, e correr em direção a janela. Insensatamente, me atirei do 15ª andar do nosso prédio.
Se me arrependi? Sim, no mesmo instante em que senti o vento soprando em meu rosto… Mas já era tarde demais.

Milagrosamente, uma árvore amorteceu minha queda, me salvando, portanto. Apesar de não ter ferimentos externos e ter permanecido lúcida, fraturei quatro vértebras cervicais, me tornando tetraplégica — impossibilitada de mexer meu corpo do pescoço para baixo.

Sentindo-me presa no próprio corpo, passei sete anos me corroendo de culpa e remorso por ter me causado isso. Além de toda minha família, que sempre me apearam, também sofrer com as consequências do meu ato.

Em 2017, porém, quando recuperei parcialmente os movimentos dos braços apenas, retornei as redes sociais utilizando meu videogame, e, motivada pelos meus próprios erros, comecei a relatar minha história, por meio da página “Minha Segunda Vida”.
E assim, com o intuito de ser um exemplo a não ser seguido, dei início ao que me respondeu o porquê de meu coração continuar pulsando.

Várias pessoas me procuram diariamente, pedindo ajuda, para que, conversando, eu tente evitar que tomem a mesma atitude extrema e definitiva que eu.
Isso me trouxe um propósito, um sentido à minha existência: Deus me salvou para que eu os salve.
Com isso em mente, hoje, com 24 anos, não absorvo os preconceitos e julgamentos que recebo, porque nada se compara ao ler: “Yoh, você salvou minha vida.”

Essa sou eu de hoje… Uma mulher que não mexe os dedos, não consegue nem mesmo se alimentar sozinha ou pentear o cabelo. Mas que, ainda assim, faz a diferença na vida de muitos, pois foi capaz de abstrair do nada, a resiliência, humildade e empatia que não a pertencia quando pensava ter tudo.

Muito prazer a todos! <3

https://www.facebook.com/MinhasegundavidaYG/

https://www.instagram.com/yohanna.gerotti

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MARIAH VILMON – VIVA AS DIFERENÇAS!

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Boa tarde, pessoal!
Olhem só que diva a nossa SUPER MULHER de hoje:

MARIAH VILMON – VIVA AS DIFERENÇAS!

Meu nome é Mariah Vilmon , tenho 24 anos e sou uma mulher trans.

Sou o que sou e não posso mudar.

Eu nasci um menino, e conforme cresci fui descobrindo quem eu realmente era. Na verdade não escolhemos ser quem somos, simplesmente SOMOS!

Tive uma grande sorte na vida: minha família. Sempre tive deles o apoio para poder viver a minha vida e passar pelos desafios das minhas transformações, física e psicológica. Mesmo com a relutância inicial deles em aceitar a minha condição de trans, me apoiaram com todo o amor.

Atravessamos todos os desafios de mãos dadas! Eles são meu alicerce, meu porto seguro e o apoio deles é fundamental na minha vida.

Muitas vezes, claro, eu me senti confusa, perdida, sem saber exatamente onde me encaixava, quem eu era. Me questionava por não ser igual a todo mundo, não me identificar com os outros meninos, não gostar de meninas…

Aos quinze anos eu fui me descobrindo, me entendendo e com a ajuda de uma amiga iniciei a minha transição, comecei a tomar hormônio feminino e foi a sensação mais incrível de toda minha vida! Senti minha primeira TPM e amei! Hahahaha

Desde então sou uma MULHER completa, maravilhosa, eu amo a vida, amo a mulher que me tornei e ainda luto para ser todos os dias.

Hoje em dia não me importo mais com a opinião das pessoas sobre mim e não me deixo abalar por medo de preconceitos ou de não ser aceita. Luto para ter o respeito que tenho direito, como qualquer outra mulher.

Amo meu corpo, gosto de andar pelas ruas de salto alto, plena, confiante. Sou vaidosa, amooooo me cuidar e me sentir bem na minha própria pele.

Sou SIM, uma mulher, como todas as outras, que enfrenta desafios todos os dias, que tem suas batalhas e também suas vitórias!

Posso dizer que sou uma SUPER MULHER!

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Suelen Silva – Quebrando barreiras

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Nossa SUPER MULHER de hoje é a superfã da Mulher de 30 Suelen. Olha que depoimento incrível recebemos dessa guerreira:

SUELEN SILVA – QUEBRANDO BARREIRAS

Meu nome é Suelen, podem me chamar de Sú.

Tenho 36 anos, sou Profissional de TI na área de Governança e empreendedora de Moda Afro com foco em beleza e auto estima da mulher negra.

Leonina raiz, amo Samba e Carnaval, modéstia parte sou super gente boa e muuuuito falante.

Durante muito tempo eu tive uma relação conflituosa em ser negra e “ser” bonita.

Porque eu até me achava bonita, mas o que eu via em mim era muito diferente daquilo que a sociedade me ensinava como “o que era ser bonita”.

Então eu cresci alisando os cabelos, usando batons neutros para não ressaltar ainda mais os meus lábios enormes, usando roupas neutras porque pele negra não podia usar cores vibrantes ficava muito feio e chamativo, blá blá blá…

Até que um dia, em uma seleção de emprego indicada por uma Amiga, onde eu me saí muito bem, mas não fui selecionada pelo gerente da área porque eu não estava dentro do padrão das pessoas que trabalhavam na empresa. Não haviam negros trabalhando na empresa, pelo menos não nesse setor. Minha Amiga me deu essa notícia totalmente incrédula.

Me senti tão impotente, porque eu seguia exatamente o padrão aceitável! Tinha um cabelo alisado, extremamente bem tratado, só usava roupas sóbrias e neutras, maquiagem discreta para não ressaltar tanto a minha negritude, o que estava errado?!?!?!

Foi então que eu entendi que eu não podia mais ficar me escondendo, que eu não poderia aceitar esse lugar apagado onde a sociedade estava me colocando, que por mais que eu tentasse me enquadrar, eu não agradaria a todos. Então a partir daquele momento eu decidi a agradar somente a mim, a me encaixar no meu próprio padrão e a ser EU.

Foi todo um processo de desconstrução, que levou tempo, foi aos poucos. O passo mais difícil foi a transição capilar! Meu Deus, que lutaaaaaa! Cortei o cabelo curtinho para tirar toda a química, enfrentei olhares de deboches, comentários que machucaram.

Mas nada disso tinha mais o poder de me parar, porque eu já tinha entendido quem eu era, sim, uma mulher maravilhosa com o meu cabelo crespo, meus lábios grossos, meu nariz achatado e a minha pele negra.

E foi como florescer! Foi uma jornada de autoconhecimento incrível! Eu nunca me achei tão LINDA como eu me acho hoje! É algo tão transbordante que as pessoas me perguntam porque eu não assumi o meu Canelo Crespo antes! Kkkkkk

Eu digo que o meu cabelo crespo é a minha coroa! Ele me elevou ao meu lugar de RAINHA!

Durante esse processo de me redescobrir, eu encontrei vários obstáculos! Eu não achava produtos de cabelo para a textura natural do meu fio crespo, maquiagem eu tinha que misturar duas, três bases para achar o tom mais ou menos próximo da minha pele, acessórios afro, que eu sempre amei mas não usava porque chamava muito atenção, eu não achava e quando achava eram caros.

Eu pensei que outras mulheres também passavam por estes mesmos obstáculos! E fiquei buscando uma maneira de nos ajudar! E coroando essa transformação eu me descobri empreendedora e abri minha propria loja de produtos afro.

Como empreendedora ainda encontro muita dificuldade em encontrar maiores variedades de produtos voltados para a pele negra. Mas acredito que toda mudança precisa ter o seu ponto de partida e nós já começamos.

Cada vez mais mulheres negras estão se encontrando e se descobrindo e o mercado precisará acompanhar essa mudança, oferecendo produtos adequados a nossa pele, ao nosso cabelo ao nosso biótipo.

E eu seguirei aqui, buscando, abrindo caminhando e conquistando cada vez mais espaço para todas nós!

Mulher de 30, muito obrigada por nos dar voz!

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Selo SUPER MULHER

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Pessoal, este é o nosso novo selo SUPER MULHER.

Criamos este selo para homenagear mulheres incríveis e inspiradoras, que fazem a diferença no mundo.

O que caracteriza afinal uma SUPER MULHER
Sucesso no trabalho, na família, ter um excelente emprego, um salário alto, ser rica e famosa?

Uma SUPER MULHER vai muito além disso!

SUPER MULHER é aquela sua vizinha que conseguiu se libertar de um relacionamento abusivo, aquela sua amiga que largou um emprego cobiçado para realizar seu sonho de viver na praia, ou aquela mulher que tem o carisma lá nas alturas e contamina a todos com sua alegria e alto astral.
É aquela mulher que enfrentou o preconceito e foi trabalhar num ramo considerado “coisa de homem” pela sociedade. E faz tudo muito bem feito!

A SUPER MULHER não vive num pedestal. Ela está ali bem pertinho, do nosso lado, no nosso dia a dia.
Às vezes a gente não percebe o quanto ela é incrível, até pararmos para apreciar todas as suas qualidades.
E ela consegue mudar o mundo das pessoas ao seu redor. Para melhor!

Você é ou conhece alguma SUPER MULHER e quer presenteá-la com o selo? Acha que devemos contar esta história e publicar aqui no site para inspirar milhares de mulheres?

Hoje homenageamos e contamos a história da Carla Nogueira. Amanhã pode ser a sua ou da sua amiga, irmã, tia, sobrinha…

Mande sua sugestão pra gente por DM ou pelo e-mail: falecomamulherde30@gmail.com

Toda quinta-feira contaremos a história de uma mulher no nosso site e redes sociais, ok?

Beijos, pessoal!

Cibele Santos

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