Menina, nem te conto! “Eduardo e Mônica”

Enviado por Mulher de 30 em . Publicado em Menina, nem te conto!

Adoro as tirinhas da Mulher de 30, tenho 36, rsrs. Sou de belo Horizonte, MG e resido na cidade de Contagem.
Bem, meu pedido de casamento resultou em uma união estável, mas foi engraçado e original, eu acho.

Conheci meu marido em 2008, quando tinha 31 anos e ele 28… Aterrorizada pela ideia de namorar um cara mais novo e bem resolvida sobre o que eu queria e o que eu não queria pra minha vida, uma das coisas que eu não queria era um namoro sem perspectivas.

Somos meio “Eduardo e Mônica”, 31 e 28, extrovertida e introvertido, eu dançava samba e ele ouvia rock, eu formada e ele estudante, eu baladeira e ele caseiro, eu bebia e ele refri, eu tinha carro e dirigia e ele no videogame e ônibus…

Já nos conhecíamos há alguns meses, mas começamos a namorar no início do mês de dezembro e eu tinha uma viagem para o litoral, o incluí na minha viagem e fomos passar o réveillon na praia. Na noite de réveillon, antes mesmo da meia-noite eu fui acompanhar a galera e enchi a cara de vodca com energético, entrei no mar e na hora do beijo da meia-noite… (Dizem que quem bebe não fala o que não quer, só toma coragem pra dizer o que pensa) eu disse: “Eu te amo! E eu quero namorar pra casar e ter filhos, então se você não pretende casar comigo em no máximo um ano fala de uma vez e a gente não leva isso adiante”.

No dia seguinte, apesar das ressacas, tanto física quanto moral, ele que não bebeu nada, me questionou sobre a noite anterior, então eu assumi o que eu disse, sóbria, e falei que só namoraria com ele se fosse pra casar.

Não foi em um ano, mas aconteceu. Pelo menos eu tinha a consciência de que ele sabia das minhas intenções o tempo todo e ele nunca negou isto. Este episódio ficou famoso entre os amigos e é um fato marcante da nossa história que é bem legal.

Estamos juntos há quase cinco anos, temos uma filha de 8 meses e estamos morando juntos. Felizes!

Mas tem mais: morei no mesmo condomínio que ele por dois anos e mal nos cumprimentávamos. Prédio um de frente para o outro e nossos quartos também frente a frente, janela-janela. Eu entrava em casa cumprimentava e fechava a cortina e pensava: cara estranho, dia e noite na frente deste computador, e quando eu dizia dia e noite é que eu chegava às 23:30 da facul ou 3:00 da madruga da balada e ele estava lá… Hábitos noturnos, vida caseira que não me seduzia de jeito nenhum.

Fomos apresentados por uma vizinha em comum, e daquela boa que eu imaginava ser incapaz de dizer uma palavra (ele diz que eu era preconceituosa, talvez fosse mesmo) saiu uma personalidade autêntica, amiga e sensível, um ser muito amável e nos tornamos amigos por uns meses e depois de umas investidas acabou acontecendo o que eu imaginava ser impossível devido às nossas diferenças. Nos apaixonamos!

Namorávamos pela janela de vez em quando, e nos víamos todos os dias, e nos falávamos e vivemos quase um casamento devido à grande proximidade de nossas vidas. Foi a certeza de que iria dar certo.

O prédio é casamenteiro, pois somos o segundo casal que se conheceu lá e o relacionamento vingou.

Beijos
Gleiciane

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